Com o avanço das medicações como a Tirzepatida e a Semaglutida, muitos pacientes se perguntam se a cirurgia bariátrica se tornou obsoleta. No entanto, a visão moderna da medicina não coloca esses tratamentos em disputa, mas sim como ferramentas complementares dentro de uma linha de cuidado personalizada para cada nível de obesidade.
As canetas emagrecedoras são excelentes para pacientes com obesidade leve ou moderada, ou para aqueles que precisam perder peso antes de uma cirurgia para reduzir riscos operatórios. Já a cirurgia bariátrica continua sendo o tratamento de escolha para casos de obesidade severa ou quando existem doenças associadas (como diabetes grave e apneia do sono) que precisam de uma remissão rápida e duradoura, algo que a anatomia alterada pela cirurgia proporciona com maior potência metabólica.
Hoje, vemos a união dessas forças em dois cenários principais:
- Pré-operatório: O uso de medicações para otimizar a saúde do paciente antes de operar.
- Tratamento de Reganho: Quando o paciente operado volta a ganhar peso anos depois, a medicação surge como uma aliada poderosa para estabilizar o quadro sem a necessidade imediata de uma nova cirurgia.
A escolha entre a “caneta” ou o “bisturi” não é uma questão de preferência, mas de indicação clínica baseada no Índice de Massa Corporal (IMC) e no histórico de saúde de cada indivíduo.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. Vitor Mayer de Moura
Cirurgia do Aparelho Digestivo
CRM 174170 | RQE 104264