Muitas pessoas convivem com a azia e a queimação como se fossem vizinhas inevitáveis. O uso de medicamentos como o Omeprazol, Esomeprazol e similares (conhecidos como inibidores de bomba de prótons) costuma ser a primeira linha de tratamento. No entanto, chega um momento em que esses remédios parecem perder o efeito ou o paciente se sente refém de uma medicação diária para conseguir comer. É aí que surge a pergunta: quando a cirurgia se torna a melhor opção?
A cirurgia de refluxo, ou fundoplicatura, é indicada quando existe uma falha mecânica na válvula que separa o esôfago do estômago. Se essa válvula está frouxa ou se o paciente tem uma hérnia de hiato (quando uma parte do estômago sobe para o tórax), o remédio apenas tira a acidez do líquido, mas não impede que o conteúdo do estômago continue subindo. Isso pode causar sintomas crônicos como tosse seca, rouquidão e até lesões graves no esôfago.
Os principais sinais de que a cirurgia deve ser considerada são:
- Dependência Medicamentosa: Sintomas que retornam imediatamente após suspender o remédio.
- Presença de Hérnia de Hiato: Defeito físico que dificulta o controle apenas com dieta e comprimidos.
- Esofagite Grave ou Esôfago de Barrett: Lesões na mucosa do esôfago que aumentam o risco de complicações futuras.
- Sintomas Atípicos: Quando o refluxo causa crises de asma, pneumonia por aspiração ou desgaste nos dentes.
Hoje, o procedimento é realizado de forma minimamente invasiva, focando em reconstruir essa barreira natural e devolver a qualidade de vida ao paciente, permitindo que ele volte a se alimentar sem o temor da queimação constante.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. Vitor Mayer de Moura
Cirurgia do Aparelho Digestivo
CRM 174170 | RQE 104264